terça-feira, 19 de outubro de 2010

É a Vida

Estive meio desmotivado alguns dias! Aponto,  de querer jogar tudo para o ar e querer ir vender coco na Bahia. Mas a vida é assim... Um dia agente vem o outro vai embora... Ai, estive acompanhando o grupo da professora Mari no festival Mario de Andrade em Itá - SC, onde vi o quanto nossos alunos são maravilhosos e radiantes. Lá, me diverti um monte, mesmo tendo que ficar até as 03:30 da madrugada acordado ouvindo as bobeiras do Lucas, do Luiz, do Alisson e do Bruno. Mas não para ai! Voltamos para Santa e tivemos uma semana de dois dias apenas e num desses dois dias (na quarta) um telefonema inesperado interrompe minha aula de Espanhol. A melhor notícia do ano nossa Escola foi destaque na Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro com o texto da Gisele (já publicado aqui no blog), no gênero Memórias Literárias. Vamos representar o estado de Santa Catarina na fase Regional do Concurso em Belo Horizonte MG. Pense só, texto selecionado (entre 600 textos), VIAGEM (de avião) à BH, passeios (tudo pago)... Não é para ficar SUPER-HIPER-MEGA-ULTA-POWER motivado!?
 Eu amo o que faço e a galerinha com quem trabalho (professores e alunos) e depois de tudo isso só me resta  começar a planejar nosso FELIZ 2011! Viva EEB Irmã Irene, a escola mais EXITOSA da 11° GERED - Curitibanos.

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

PEÇA QUAL É SUA TRIBO?

CENA I
Quando começar a letra da música “Metamorfose ambulante”, TIAGO entre; de calça jeans e camiseta do colégio ouvindo a música no MP4 (a plateia tem a musica como fundo) tira o computador da mochila e o liga. Tira os fones do ouvido (parando a música quando repete o verso “do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo..”) e começa se apresentar como se estivesse conversando com a plateia.
TIAGO: Bem para quem não me conhece eu sou TIAGO, eu tenho quinze anos e estudo aqui no colégio desde que eu era um pirralho. Eu gosto de esporte, futebol, skate... gosto de sair com a turma, bater um papo. Gosto de navegar na net, deixar, meu perfil sempre atualizado. Afinal, a gente nunca sabe quando um desses anjos virtuais vai dar uma espiadinha em nosso Orkut né! E é claro gosto também de curtir um sonzinho... Volta a colocar os fones (continua a música, TIAGO vai até a mesa sob o som da música navega na internet por alguns segundos. Retira os fones (para a música no verso “sobre o que eu nem sei que sou”) e da mesa onde está continua conversando com a plateia. É eu acho que sou um adolescente normal! Ou não? Sou muito feliz assim do jeito que sou, mas outro dia na aula, um professor chegou para mim e perguntou: “Qual é sua tribo?”. Confesso que entendi bolhufas do que ele estava falando e perguntei se ele estava me achando com cara de índio. Levanta-se e vai até a plateia, escolhe alguém da plateia e começa a falar como se estivessem conversando. É, mas imagina cara, se eu chegasse para você e do nada perguntasse “qual é sua tribo?”. Alguém por sinal aqui tem uma tribo? Eu, sei que eu não tenho tribo e acho que “o cabeça” do meu professor viajou total com essa pergunta. Volta-se para o centro do palco indo novamente em direção a mesa e continua conversando com a plateia e mexendo em seu computador. É só que o professor não gostou nada da pergunta que eu fiz e mandou toda a turma fazer um trabalho sinistro sobre as tais tribos. E caraca!Que viagem! Esqueci total eu marquei com a turma de fazermos o tal trabalho. É quem sabe agora eu descubra qual é a minha tribo. Dá uma pausa de alguns segundos. Para a plateia. Galera, tenho que ir nessa. Coloca os fones, volta a música voltando a música. Arruma o computador na mochila e sai apressado. Fui!!!! TIAGO sai continua a música até a próxima cena.

CENA II
Para a música no verso “eu sou um ator...” e entra Helio, o pai de TIAGO com um jornal e um copo, falando direto com a plateia. Deixa o copo e o jornal na mesa e volta-se para o centro.
HÉLIO: Mudanças estranhas estão acontecendo com TIAGO. Até há algum tempo, ele só andava de bermuda e jogava bola o dia inteiro. Nunca ia à festas, não dançava e sua principal diversão era assistir uns tais Dragonball-Z – eu achava meio violento, mas pelo menos ele estava sempre em casa. TIAGO não ligava para roupa. Jamais se preocupou com o aniversário de ninguém. Banho? Só na base de muita ameaça. Telefone? Podia ficar o dia todo tocando ao lado dele e ele nem aí. É, mas de uns tempos pra cá, tudo mudou...(volta a música, Hélio vai até a mesa e folheia o jornal) (Para a música quando repete o verso “do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”) Nessa semana, em pleno jogão da seleção, TIAGO estava lá na janela, com o olhar perdido em algum ponto do horizonte... Banho agora é o contrário: tenho que vigiar para ele não tomar tantos, que é pra não gastar, ou sei lá, quem sabe desbotar a pele do menino; é banho de manhã, é na hora de ir para o colégio, é a noite... Se o telefone toca, saí da frente! Lá vai o TIAGO derrubando quem ou o que encontra pela frente para atender o telefone antes de qualquer um.

CENA III
Continua a música, Hélio volta a ler o jornal. Entra TIAGO de calça jeans e camiseta do colégio ouvindo a música “Metamorfose Ambulante” no MP4 (a plateia tem a musica como fundo) ele está com a mochila tira os fones do ouvido (parando a música no primeiro “eu sou um ator.....
TIAGO: Com voz de quem precisa pedir algo, mas não quer contar tudo. Olha para o chão tentando disfarçar. Meu pai, eu queria comprar uma camisa preta para ir a uma festa aí e tal...
HÈLIO:O que rapaz?
TIAGO: Sabe o que é pai, é uma festa e todo mundo tem que ir de preto!
HÉLIO: Festa? E desde quando você vai à festa?
TIAGO:Não, é que... murmura alguns sons sem deixar entender o nome da pessoa ... me convidou para o aniversário dela.
HÉLIO: Quem?
TIAGO: Murmura novamente alguns sons sem deixar entender o nome da pessoa
HÉLIO: Fala direito cara!
TIAGO: Poxa pai é o aniversário de “uma colega” e eu tenho que ir!
HÉLIO: Ah bem! Que legal, e aí?
TIAGO: É que eu vou dançar com ela e tenho que ir de preto, e eu não tenho uma camiseta preta.
HÉLIO: Você? Dançar? Roupa? Meu filho você tá com algum problema?
TIAGO: Ih pai, lá vem você com suas teorias! Eu só quero uma camiseta preta e pronto! Tem algum problema nisso?
HÉLIO: Não, todo bem! Mas fale mais sobre essa “sua colega”. Como ela é? Ela é assim, como vocês dizem hoje, “gatinha”? Puxa uma cadeira para TIAGO convidando-o para uma conversa. TIAGO senta-se contra sua vontade.
TIAGO: É!
HÉLIO: E vocês...?
TIAGO: E aí pai vai rolar a camiseta preta?
HÉLIO: É sim até pode ser, mas vem cá! Você e esta “sua colega”, vocês tão... como vocês dizem, ficando?

Toca o telefone TIAGO sai correndo sem responder derrubando o copo que havia sobre a mesa no jornal. Volta novamente por algum tempo a música Helio arruma o jornal e junta o copo. Quando repete pela segunda vez o verso “do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo” vai baixando a música
HÉLIO: quando para a música. É e mais uma vez sem resposta! Tem sido sempre assim. Mas sabem o que é isso? É a turma! Eu também já tive uma turma, ou melhor, já fiz parte de uma turma; e sei como é importante, na idade de TIAGO, essa entidade – a turma. A gente é um ser racional, menos quando em turma! Hoje eu fico me perguntando: existe alguma razão para um grupo de pessoas sentar todos os dias numa escadaria ou num meio-fio e passar horas e horas conversando? É, se eu falo para o TIAGO que refrigerante engorda e chocolate dá espinha, ele nem ouve, mas se a turma resolver, ele passará a tomar água com limão e pegará nojo à chocolates. Eu posso dizer que Bossa Nova é bom e mostrar jornais e revistas, provar que só “ A Garota de Ipanema” já recebeu centenas gravações em todo o mundo, mas ele aumentará o volume do rock pauleira ou do funck pesado. Isso, até o dia que alguém da turma aparecer com uma música de MPB no celular e ele trocará Akon ou NX0 por Tom Jobim de um dia para o outro. A turma em moda própria. Quando resolvem, todos arregaçam as barras das calças que usavam arrastando no chão. A turma se traumatiza; como quando o namoradinho de uma se apaixona pela namoradinha do outra... A “galerinha” tem um idioma próprio, que ninguém entende; a não ser eles é claro! A turma tem duplas de amigos e amigas mais chegados,que numa grande mistura formam uma festa de aniversário, onde ninguém dança até que alguém da turma comece dançar; aí todos dançam trocando de par até acabarem dançando todos juntos , como a turma que são... Um da turma se tatua todos da turma querem se tatuar. Se um bota uma argola no nariz, os outros, para variar, botam no lábio, na sobrancelha, na orelha, ou onde mais imaginar que ficaria sinistro... A turma chama, reprime, liberta, revela, maltrata, orgulha, a turma te ama e te envolve, te afasta e te atrai. A turma é isso aí, cara, uma reunião diária de espinhas e inquietações, habilidades e temperamentos – o baralho das personalidades se misturando - o jogo das informações e dos sentimentos rolando nas conversas sem fim, nas andanças sem cansaço, nas músicas compartilhadas, no refri com três canudos e uma empadinha para quatro. Sim por que na turma o milagre acontece: o pouco dá para todos, todo mundo divide,cada um contribui, a turma se une partilhando e repartindo. É assim, porque a turma é a turma! É mas um dia cansamos da turma – ou a turma cansa de nós - aí passamos a ser gente, nós por nós mesmos. Crescemos, viramos adultos e o nosso tempo de turma passa e deixa muita, mas muita saudade.
Hélio fica um pouco pensativo, lembrando de sua turma, arruma as cadeiras no canto pega seu copo e seu jornal quando inicia a próxima música Helio sai do palco que fica por alguns segundos vazio
CENA IV

HELENA Garotos! Nos primeiros anos de sua vida, você brinca com garotos, sem dar atenção ao fato de eles serem GA – RO – TOS! Então você cresce um pouco e começa acha-los chatos e irritantes. Ai chega algo chamado de A – DO – LES – CEN – CIA e – surpresa! - Você começa a se interessar por eles. É, simplesmente acontece. Sua melhor amiga arrumou um namorado e não para de falar nele. E o pior: ela está gostando dele. Aos poucos, todas as suas amigas estão curtindo com seus gatinhos e eles já fazem parte de sua turma. E você lá sem ninguém sozinha! Aí você conversa com sua melhor amiga que lhe aconselha dar uma festa, tá chegando seu aniversário e você convida aquele gatinho que fica te olhando, que escreve poesias... Você se enche de uma coragem que não sabe de onde vem e vai lá e o convida para dançar contigo na festa. Ele diz que vem! Você fica contando os segundos para a festa e quando chega, cadê ele? Isso acaba com qualquer garota! O que vou fazer? Ele já devia estar aqui. Péssima ideia essa de dar uma festa ele não quer nada comigo, com certeza tem outros agitos por aí. Eu fui uma boba mesmo pensando que ele viria na festa, dançaria comigo, ficaríamos juntinhos a noite toda, rolaria um beijo e quem sabe poderia chegar amanhã no colégio feliz da vida e dizer para todas minhas amigas EU ES – TOU NA – MO – RAN – DO. (pausa) É, mas parece que eu estou longe de realizar esse meu sonho, ele infelizmente não veio. (vai saindo decepcionada e encontra TIAGO )
HELENA: você veio!
TIAGO: Claro afinal foi você quem me convidou, eu não poderia furar com você não é Helena!
HELENA: Sabia que poderia em confiar em você. Afinal são poucos os garotos assim hoje em dia! Ah! Já ia esquecendo, desculpa ter demorado para entregar suas poesias.
TIAGO: Tranquilo, sem crise Helena.
HELENA: Você sabe por que eu demorei? Eu estava copiando.
TIAGO: Sério? Você gostou delas!
HELENA: nossa cara elas são demais! Meu e aquela, como que é... ando... ando...
TIAGO: qual essa, que fiz especialmente para você, que é mais ou menos assim....(inicia a dança)

CENA V
O palco fica vazio por alguns segundos ao som do restante da música Palavras pequenas. Entra TIAGO de calça jeans e camiseta do colégio ouvindo a música “Palavras pequenas no MP4 (a plateia tem a musica como fundo) ele está com a mochila deixa-a sobre a mesa retira o computador da mochila tira os fones do ouvido (parando a música) e começa falar mexendo no computador.
TIAGO: Bem aqui está o trabalho – Qual é sua tribo? - prontinho é só apresentarmos ao professor. Oras, qual é minha tribo?! Sou adolescente, pertenço a tribo dos semi-deuses guerreiros. Sou da tribo dos que parecem não ter medo de nada. Não temos medo da velocidade, na falsa certeza de que somos invulneráveis. Não temos medo das drogas na firme e utópica certeza de que nenhum mal nos atingirá. E cometemos o irreparável erro de não termos medo do sexo e assim vamos gozando de seus prazeres sem nenhuma proteção. É, para quem nos vê de fora parece que não temos medo nem mesmo da morte. Mas há sim algo de que temos muito medo – da solidão. Nós não conseguimos ficar sozinhos nem conosco mesmo. A solidão nos deprime! E é por isso que não desgrudamos do telefone, não saímos da internet; estamos sempre em grupo, em turma. A turma é feita de algo que o mundo precisa muito; igualdade. Na turma, nos identificamos, somos todos iguais. Parecemos sim semi-deuses, mas temos sim tristezas e para espantá-las fazemos festas, ouvimos músicas alto. Tudo para espantar um terrível medo que temos, o medo de ficarmos adulto, pois ficar adulto é encontrar a solidão e nós da tribo pujante dos adolescentes definitivamente detestamos a SOLIDÃO, pois sabemos que nossos 15, 20, ou 25 anos vão passar e mais depressa do que imaginamos e não queremos per der tempo sofrendo. Nada importa, queremos aproveitar a vida a cada segundo. Não importa se o dinheiro está curto, se foi abandonado pela namorada, se o futuro é incerto. Certo ou incerto para nós, o que importa é que há um futuro e o que queremos, é aproveitar a vida pois quando esse futuro chegar a única coisa que não queremos dizer é “Eu não aproveitei a minha vida.

GRUPO REPRESENTAR TEATRO AMADOR - EEB IRMÃ IRENE
TEXTO E DIREÇÃO: Elizeu Domingos Tomasi
COREOGRAFIA: Marinei Pedon
SONOPLASTIA: Osmar Chaves
ELENCO: Tiago Cambrussi
                  Weligton Lucas Baschera
                  Angelis Manuele Taques Schumacher

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

PROJETO A MATEMÁTICA NO PROCESSO DE URBANIZAÇÃO É DESTAQUE NA VII FEIRA REGIONAL DE MATEMÁTICA


PARABÉNS EEB IRMÃ IRENE
PROF ELIZEU, PROF FLÁVIA, ANGELIS, WELIGTON E ALESSANDRO
VALEU APENA TANTA CORRERIA E PENTELHAÇÃO...
FEIRA ESTADUAL QUE NOS AGUARDE... CAMPOS NOVOS LÁ VAMOS NÓS!!!!!!!! (NACIONAL VOCÊ É A PRÓXIMA)

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

SOU EU HOJE


É outro dia me perguntaram como eu era. Confesso que fiquei confuso! Essa é a pergunta que mais temos dificuldades para responder... Naquele momento eu respondi com uma frase interessante que ouvi uma vez e ficou como se fosse meu lema “Sou filho da noite, irmão da lua e primo das estrelas!” Hoje, porém acredito que compreendi o que eu sou. Eu sou o movimento. Para que exista o eu Elizeu é necessário que exista o que a física chama de MO – VI – MEN – TO. Não sei ficar parado, queto na minha sem me envolver em nada. Eu preciso me sentir útil (sou pragmático) e tenho que estar em continua atividade. E para isso estudo trabalho, estou dentro de tudo que foi possível e gosto de levar as pessoas que me são especiais comigo. É assim, tudo no menor tempo: família, pai, marido, amigo, estudo, aula, espanhol, Tribo, Raízes, Projeto... No momento eu sou tudo isso todas as minhas energias estão canalizadas para classificar o o projeto “A Matemática no processo de Urbanização” para a Feira Estadual de Matemática; classificar o teatro “Qual é sua Tribo?” para o 33° FETEL, e arrasar com o teatro “Raízes Cecílienses” no lançamento do livro do José Eloi. É no momento eu sou a busca por ótimos resultados nos meus projetos do ano de 2010. Depois disso eu e meus fiéis escudeiros: professora Flávia, professora Marinei, Weligton Lucas Baschera, Angelis Shumacher e Tiago Cambrussi (que também estão pirando o cabeção) poderemos respirar aliviados e gritar bem alto: - Nós conseguimos! - E comemorar com a prometida pizza de 2008, agora com sabor redobrado. Esse é o nosso ano! O ano EEB Irmã Irene!

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

UM ANJO EM APUROS (título provisório aceito sugestões!!!)

Dante era seu nome...

Aparentemente era um adolescente normal como um outro qualquer. Dante curtia sua turma como adorava curtir com ela. As manhãs na escolas era um momento de descontração para onde ia com muito prazer (é mas isso não quer dizer, é claro que para lá ia para estudar). Ele e seus amigos formavam uma espécie de irmandade... Seu perfil no Orkut estava sempre atualizado, seu blog sempre cheio de altas fotos sempre representando momentos alegres com sua turma.

Como não podia deixar de ser, Dante vivia também as angústias típicas de sua idade. Entrara no ensino médio e ainda estava totalmente confuso quanto a carreira seguir. Dividido entre o bolso e o coração queria ser médico, para descobrir a cura da AIDS, e ao mesmo tempo em que queria ser ator e encantar a alma humana em um palco. Dante sentia-se só, pressionado, perdido, confuso, feliz, realizado, deprimido. Contestava tudo que parecia não fazer sentido algum:

- Por que estudar química, física, biologia se eu não vou um cientista? Por que saber para onde vou, se quando lá chegar eu saberei? Por que perde o folego fazendo educação física se o que eu mais quero é curtir com a galera em uma festa cheia de gatinhas e não ser um maratonista? Enfim, porque eu tenho que saber uma tal escansão de poemas, se a maneira que eu escrevo já é o suficiente para manter meu blog? Por que tenho que ir para escola ouvir um bando de chatos, se lendo eu aprendo muito mais? Por que meus pais não me entendem? Por que meu irmão é um chato, por que eu e todos somos chatos? Por que o universo é uma redonda, mas chata bola? Por que? Por que? Por que?...

É, Dante parecia ser nada mais, nada menos que um adolescente normal. Conhecera a magia de algo chamado mágico, maravilhoso, mas também vicioso, chamado beijo;  desde que beijara os primeiros lábios femininos nunca mais conseguira ficar sem. Uma semana sem conectar seus lábios aos de uma garota o deixavam terrivelmente de mau humor. Procurava a garota perfeita e enquanto não a encontrava divirta-se com as erradas, que pareciam gostar do divertimento.

Sonhava constantemente em tornar-se maior de idade. Só assim poderia ser livre, fazer o que gostasse e gostar do que faria. Ter sua própria casa, onde comeria o que quisesse. Assim, seria feliz! Seus amigos estariam sempre ao seu lado. Não precisaria dar satisfação para ninguém sobre nada! Afinal, Dante era um semideus guerreiro sem medo de nada e que tinha o mundo inteiro para desbravar.

Assim era Dante!

Como todo o adolescente, possuía seu idioma próprio, o qual ninguém entendia a não ser ele e sua turma com suas duplas de amigos e amigas. Um povo, que reunidos faziam uma grande festa de aniversário, com ou sem aniversariante, o que realmente importava era o fervo. Assim, Dante fazia parte de uma reunião inconstante de espinhas e inquietações. Afinal ele era um adolescente gostava de longa conversas compartilhando um refri com três canudos e um pacote de Ruffles. Assim, com a turma Dante se identificava, era com sua tribo, o seu mundo! Dava tudo por ela, pois sabia que ela também daria tudo por ele.
                     




  ( Continua...)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA ESCREVENDO O FUTURO - NÍVEL I POESIA

BELA SANTA CECÍLIA

BELA SANTA CECÍLIA
DE GENTE SIMPLES E GALANTE
E ATÉ PODEMOS DIZER
DE GENTE FINA ATÉ ELEGANTE...

O FRIO CHEGA DEVAGARINHO
E VAI DESDE A GEADA ATÉ A NEVASCA
E O POVO VAI SE ESQUENTANDO
E COM SEU JEITO SE ACONCHEGANDO.

BELA SANTA CECÍLIA
DE UMA PAISAGEM VERDE
DE UMA BELEZA SEM IGUAL
COM SUA PAISAGEM NATURAL.

O POVO SIMPLES DAQUI
QUE SABE VIVER BEM
FAZER O BEM SEM OLHAR A QUEM
UM MODO SIMPLES DE QUERER BEM..

AQUI NESTA BELA CIDADE
DE MUITO CANTOS E ENCANTOS
TODOS VIVEM ENCANTANDO
E É CANTANDO QUE LEVAM A VIDA.

HÁ QUEM DIGA QUE UM NEGRINHO AQUI PASSOU
DEIXANDO SUAS PEGADAS
E POR CAUSADA DE SEU SOFRIEMNTO
DEIXOU MUITA GENTE DEVOTADA.

LUGAR DE MUITA BELEZA
ONDE TODOS VIVEM FELIZES COM CERTEZA
E APESAR DO GRANDE FRIO
OS CORAÇÕES SE MANTÉM AQUECIDOS.

HOJE EU POSSO DIZER
QUE AQUI EU VOU QUERER
PARA SEMPRE VIVER
NA MINHA BELA E SANTA CECÍLIA



Texto escrito pelo aluno Leonardo Fernandes 5°1 da EEB Irmã Irene professora Izabel Moreira dos Santos

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

OLIMPÍADA DE LÍNGUA PORTUGUESA ESCREVENDO O FUTURO - NÍVEL IV ARTIGO DE OPINIÃO


DE QUEM DEPENDE O NOSSO FUTURO

A CIDADE ONDE MORO É UM LUGAR PACATO. UMA CIDADE DO INTERIOR COMO MUITAS OUTRAS, COM DIVERSOS PROBLEMAS, E DENTRE ESSES PROBLEMAS ESTÁ UM DE SUMA IMPORTÂNCIA, A FALTA DE LAZER E CULTURA PARA OS JOVENS. CONSIDERO DE GRANDE IMPORTÂNCIA, PELO FATO DE QUE SÃO OS JOVENS OS RESPONSÁVEIS PELO FUTURO DO NOSSO PAÍS E SE NÓS JOVENS, NÃO TEMOS LAZER NEM ACESSO A CULTURA ACABAMOS NOS DESVIRTUANDO. E AÍ, O FUTURO FICA NAS MÃOS DE QUEM?

O JOVEM DEVE TER LAZER, ALGO PARA OCUPAR SEU TEMPO, PARA SE DIVERTIR; MAS COM CONSCIÊNCIA E RESPONSABILIDADE. POR FALTA DO QUE FAZER, JOVENS CADA VEZ MAIS NOVOS SAEM PARA AS RUAS, NOS FINS DE SEMANA (E ATÉ DURANTE A SEMANA MESMO) E FICAM BEBENDO ENQUANTO, OLHAM O “MOVIMENTO”. OCORRE POIS, QUE APÓS ALGUM TEMPO SÓ BEBER ACABA “PERDENDO A GRAÇA” E VEM AS DROGAS, “MAIS DA HORA!” E ASSIM, OS JOVENS PERDEM A RESPONSABILIDADE, O DESEJO DE SER ALGUÉM NA VIDA.

SEM CULTURA, O JOVEM NÃO RESPEITA SUA TRADIÇÃO, NÃO RESPEITA SEU DIREITO E PRINCIPALMENTE OS SEUS DEVERES. PERDEM SEUS VALORES E SUA CIDADANIA. O JOVEM DEIXA DE SE IMPORTAR COM OS PROBLEMAS DE SEU MUNICÍPIO, ASSIM “DEIXA ESTAR”, SEM FAZER NADA PARA MELHORAR O CHÃO QUE O ACOLHE, NOSSA CIDADE.

A VALORIZAÇÃO DA CULTURA DEVE SER CULTIVADA NA VIDA DO JOVEM CECILIENSE. É DEVER DA ESCOLA, DO GOVERNO, MAS PRINCIPALMENTE DA FAMÍLIA A FORMAÇÃO CULTURAL E ÉTICA DO JOVEM. SOMENTE RECONHECENDO NOSSA CULTURA E O SEU VALOR, TEREMOS UMA SANTA CECÍLIA HONESTA, COM BOAS PESSOAS E CONSCIÊNTES QUE PODERÃO TENTAR MUDAR A NOSSA REALIDADE E CONSTRUIR UM LUGAR VERDADEIRAMENTE BOM PARA SE VIVER.

Texto escrito pela aluna Caroline Fernandes 2°4 da EEB Irmã Irene professor Elizeu Tomasi