domingo, 15 de maio de 2011

SUPORTE TÉCNICO - ESPOSA 1.0 (só para rir!!!!)


Prezado Técnico,


Há um ano e meio troquei o programa [Noiva 1.0] pelo [Esposa 1.0] e verifiquei que o Programa gerou um aplicativo inesperado chamado [Bebê.exe] que ocupa muito espaço no HD.


Por outro lado, o [Esposa1.0] se auto-instala em todos os outros Programas e é carregado automaticamente assim que eu abro qualquer aplicativo.

Aplicativos como [Cerveja_Com_A_Turma 0.3], [Noite_De_Farra 2.5] ou [Domingo_De_Futebol 2.8], não funcionam mais, e o sistema trava assim que eu tento carregá-los novamente.

Além disso, de tempos em tempos um executável oculto (vírus) chamado [Sogra 1.0] aparece, encerrando abruptamente a execução de um comando.
Não consigo desinstalar este programa. Também não consigo diminuir o espaço ocupado pelo [Esposa 1.0] quando estou rodando meus aplicativos preferidos.
Eu gostaria de voltar ao programa que eu usava antes, o [Noiva 1.0], mas o comando [Uninstall.exe] não funciona adequadamente.
Poderia ajudar-me? Por favor!




Ass: Usuário Arrependido





RESPOSTA:





Prezado Usuário,


Sua queixa é muito comum entre os usuários, mas é devido, na maioria das vezes, a um erro básico de conceito: muitos usuários migram de qualquer versão [Noiva x.0] para [Esposa 1.0] com a falsa idéia de que se trata de um aplicativo de entretenimento e utilitário.

Entretanto, o [Esposa 1.0] é muito mais do que isso: é um sistema operacional completo, criado para controlar todo o sistema.

É quase impossível desinstalar [Esposa 1.0] e voltar para uma versão [Noiva x.0], porque há aplicativos criados pelo [Esposa 1.0], como o [Filhos.dll], que não poderiam ser deletados, também ocupam muito espaço, e não rodam sem o [Esposa 1.0].
É impossível desinstalar, deletar ou esvaziar os arquivos dos programas depois de instalados. Você não pode voltar ao [Noiva x.0] porque [Esposa 1.0] não foi programado para isso.
Alguns usuários tentaram formatar todo o sistema para em seguida instalar a [Noiva Plus] ou o [Esposa 2.0], mas passaram a ter mais problemas do que antes (leia os capítulos "Cuidados Gerais" referente a Pensões Alimentícias e "Guarda das crianças" do software [CASAMENTO]).
Uma das melhores soluções é o comando [DESCULPAR.EXE/flores/all] assim que aparecer o menor problema ou se travar o micro. Evite o uso excessivo da tecla [ESC] (escapar). Para melhorar a rentabilidade do [Esposa1.0], aconselho o uso de [Flores 5.1], [Férias_No_Caribe 3.2] ou [Jóias 3.3]. Os resultados são bem interessantes.
Mas nunca instale [Secretária_De_Minisaia 3.3], [Antiga_Namorada2.6] ou [Turma_Do_Chopp 4.6], pois não funcionam depois de ter sido instalado o [Esposa 1.0] e podem causar problemas irreparáveis no sistema.
Se você tivesse procurado o suporte técnico antes de instalar o [Esposa1.0] a orientação seria: NUNCA INSTALE O [ESPOSA 1.0] SEM TER A CERTEZA DE QUE É CAPAZ DE USÁ-LO.
Agora… Boa sorte!

CRÔNICA DE ARNALDO JABOR SOBRE O MSN


Sempre odiei o que a maioria das pessoas fazem com os seus MSN's. 
Não estou falando desta vez dos emoticons insuportáveis que transformaram a 
leitura em um jogo de decodificação, mas as declarações de amor, saudades, 
empolgação traduzidas através do nick. 


O espaço 'nome' foi criado pela Microsoft para que você digite O NOME 
que lhe foi dado no batismo. 
Assim seus amigos aparecem de forma ordenada e você não tem que ficar 
clicando em cima dos mesmos pra descobrir que 'Vendo Abadá do Chiclete e 
Ivete' é na verdade Tiago Carvalho, ou 'Ainda te amo Pedro Henrique' é o 
MSN de Marcela Cordeiro. Mas a melhor parte da brincadeira é que 
normalmente o nick diz muito sobre o estado de espírito e perfil da pessoa. 



Portanto, toda vez que você encontrar um nick desses por aí, pare para 
analisar que você já saberá tudo sobre a pessoa... 



'A-M-I-G-A-S o fim de semana foi perfeito!!!' acabou de entrar. 
Essa com certeza, assim como as amigas piriguetes (perigosas), terminou o 
namoro e está encalhadona. Uma semana antes estava com o nick 'O fim de 
semana promete'. Quer mostrar pro ex e pros peguetes (perigosos) que tem 
vida própria, mas a única coisa que fez no fim de semana foi encher o rabo 
de Balalaika, Baikal e Velho Barreiro e beijar umas bocas repetidas. 
O pior é que você conhece o casal e está no meio desse 'tiroteio', já que o 
ex dela é também conhecido seu, entra com o nick 'Hoje tem mais balada!', 
tentando impressionar seus amigos e amigas e as novas presas de sua mira, 
de que sua vida está mais do que movimentada, além de tentar fazer raiva na 
ex. 




'Quando Deus te desenhou ele tava namorando' acabou de entrar. 
Essa pessoa provavelmente não tem nenhuma criatividade, gosto musical e 
interesse por cultura. Só ouve o que está na moda e mais tocada nas paradas 
de sucesso. 
Normalmente coloca trechos como 'Diga que valeuuu' ou 'O Asa Arreia' na 
época do carnaval. 



Por que a vida faz isso comigo?' acabou de entrar. 
Quando essa pessoa entrar bloqueie imediatamente. Está depressiva porque 
tomou um pé na bunda e irá te chamar pra ficar falando sobre o ex. 



' Maria Paula ocupada prá c** ' acabou de entrar. 
Se está ocupada prá c**, por que entrou cara-pálida? Sempre que vir uma 
pessoa dessas entrar, puxe 
papo só pra resenhar; ela não vai resistir à janelinha azul piscando na 
telinha e vai mandar o trabalho pro espaço. Com certeza. 



'Paulão, quero você acima de tudo' acabou de entrar. 
Se ama compre um apartamento e vá morar com ele. Uma dica: Mulher adora 
disputar com as amigas. Quanto mais você mostrar que o tal do Paulão é tudo 
de bom, maiores são as chances de você ter o olho furado pelas sua amigas 
piriguetes(perigosas). 



'Marizinha no banho' acabou de entrar. 
Essa não consegue mais desgrudar do MSN. Até quando vai beber água troca 
seu nick para 'Marizinha bebendo 
água'. Ganhou do pai um laptop pra usar enquanto estiver no banheiro, mas 
nunca tem coragem de colocar o nick 'Marizinha matriculando o moleque na 
natação'. 




' < . ººº< . ººº< / @ || e $ $ ! || |-| @ >ªªª . >ªªª >' acabou de entrar. 
Essa aí acha que seu nome é o Código da Vinci pronto a ser decodificado. 
Cuidado ao conversar: ela pode dizer 'q vc eh mtu déixxx, q gosta di vc 
mtuXXX, ti mandá um bjuXX'. 



'Galinha que persegue pato morre afogada' acabou de entrar. 
Essa ai tomou um zig e está doida pra dar uma coça na piriguete que tá 
dando em cima do seu ex. Quando está de bem com a vida, costuma usar outros 
nicks-provérbios de Dalai Lama, Lair de Souza e cia. 



'VENDO ingressos para a Chopada, Camarote Vivo Festival de Verão, ABADÁ DO EVA, Bonfim Light, bate-volta da vaquejada de Serrinha e LP' acabou de 
entrar. 
Essa pessoa está desesperada pra ganhar um dinheiro extra e acha que a 
janelinha de 200 x 115 pixels que sobe no meu computador é espaço 
publicitário. 



'Me pegue pelos cabelos, sinta meu cheiro, me jogue pelo ar, me leve pro 
seu banheiro...' acabou de entrar. Sempre usa um provérbio, trecho de 
música ou nick sedutores. Adora usar trechos de funk ou pagode com duplo 
sentido. Está há 6 meses sem dar um tapa na macaca e está doida prá arrumar 
alguém pra fazer o servicinho. 



'Danny Bananinha' acabou de entrar. 
Quer de qualquer jeito emplacar um apelido para si própria, mas todos 
insistem em lhe chamar de Melecão, sua alcunha de escola. Adora se comparar 
a celebridades gostosas, botar fotos tiradas por si mesma no espelho com os 
peitos saindo da blusa rosa. Quer ser famosa. Mas não chegará nem a 
figurante do Linha Direta. 



Bom é isso, se quiserem escrever alguma mensagem, declaração ou qualquer 
coisa do tipo, tem o campo certo em opções 'digitem uma mensagem pessoal 
para que seus contatos a vejam' ou melhor, fica bem embaixo do campo do 
nome!! Vamos facilitar!!!! 


Arnaldo Jabor (Texto original)

sábado, 14 de maio de 2011

PRIMEIRO BEIJO GAY DA TELEDRAMATURGIA BRASILEIRA


Desde a novela América (GLOBO - 2005), as novelas brasileiras têm abordado com mais afinco as relações homoafetivas.  Acontece que sempre de maneira bastante superficial, ficando sempre no nível da suposição esse tipo de relação mais que comum em nosso dia-a-dia. Na última quinta feira (12), no entanto, a novela AMOR E REVOLUÇÃO (SBT), escrita por Thiago Santiago quebrou o tabu e mostrou o primeiro beijo gay da teledramaturgia brasileira. O polêmico beijo teve como protagonistas as atrizes Luciana Vedramini (Dr. MArcela) e Giselle Tigre (Marina) e durou aproximadamente 28 segundos, cravando a novela, o autor e as atrizes na história da ficção nacional.
O autor promete ousar ainda mais! 

Vale lembrar que muitas foram as novelas que tiveram casais gays, mas todas deixaram o público na vontade de ver a cena. Entre alguns casais que podem ser lembrados estão Rafaela (Chistiane Torloni) e Leila Sampaio (Silvia Pfeifer), de Torre de Babel (1998). Rejeitadas pelo público, as personagens morreram durante explosão no shopping, que modificou outros aspectos da trama. Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli) quebraram regras em Mulheres Apaixonadas (2003), também da Globo, mas o máximo a que se permitiram foi um selinho no último capítulo. Em Senhora do Destino (2004) aconteceram cenas picantes no motel entre as amigas Eleonora (Mylla Christie) e Jenifer (Bárbara Borges). Em América (GLOBO - 2005),  novela que até então melhor abordou o tema com a história de Junior e Zeca, os atores Bruno Gagliasso (Junior) e Eron Cordeiro (Zeca) chegaram a gravar um beijo gay, mas a direção da emissora proibiu que fosse ao ar com medo da reação do público. 
Parabéns SBT,  pela coragem em democratizar a nossa teledramaturgia brasileira e contribuir para o fim de todo o tipo de preconceito. Aguardamos as novidades de Thiago Santiago em AMOR E REVOLUÇÃO!

sexta-feira, 13 de maio de 2011

EEB IRMÃ IRENE JÁ TEM OS SEUS REPRESENTANTES NO CONCURSO CULTURAL ECOFUTURO


Este ano não temos Olimpíada de Língua Portuguesa, mas para não perdermos o "pique" da produção textual  a Escola de Educação Básica está participando do  7° Concurso Cultural Ler e Escrever é Preciso Ecofuturo. Desde o mês de março eu e a professora Meri estamos trabalhando com o temo "Vamos cuidar da vida!" com os alunos do ensino médio. Há duas semanas entregamos à direção aproximadamente  30 redações das quais foram escolhidas 5 que nos representarão no concurso. Parabéns a todos que se dedicaram a escrever seus textos.
Seguem os nomes dos 05 classificados em ordem alfabética:

*   ALINE FRANÇA - 3°3, prof Meri;
*  ANGELIS MANUELLE TAQUES SCHUMACHER - 2°3, prof Elizeu
*   CELSO MENEGUSSI JUNIOR - 1°2, prof Elizeu
*   EDINA BLAUTH RODHEN - 3°3, prof Meri
*   VICTOR RECH DE CAMARGO - 2°2, prof Elizeu

Os textos estarão no mural na escola e postados aqui nas próximas semanas.

P.S. Vem aí o II Concurso de Redação do Tribunal de contas, no segundo semestre.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

AMOR E REVOLUÇÃO (SBT)



AMOR E REVOLUÇÃO , a novela do SBT que inicia pontualmente no final da novela das 9 da Rede Globo, escrita por Thiago Santiago (também co-escritor de Anos Rebeldes da Globo) é uma novela verdadeiramente brasileira. O amor presente em toda e qualquer época da história da humanidade contrasta com torturas desumanas em um período conturbado da história brasileira.  A novela faz um importante serviço de utilidade pública, mostrando às novas gerações despreocupadas e fúteis como agiram os jovens brasileiros de outrora. Vale a pena assistir, se emocionar, se revoltar e refletir sobre o como vivemos hoje e no passado (não muito distante).
Além de um ótimo texto, grandes atores e excelente trilha sonora e imagem a novela conta com depoimentos reais de pessoas que vivenciaram e sofreram na pele o peso de suas ideologias e anseios. Na medida do possível estarei postando estes depoimentos que vão ao ar sempre no final de cada capítulo.

terça-feira, 10 de maio de 2011

MINHAS LEITURAS

"De novo um ritual? De novo invocar as forças invisíveis para que se manifestem  no mundo visível? O que isso tem a ver com o mundo em que vivemos hoje? Os jovens saem da universidade e não conseguem emprego. Os velhos chegam à aposentadoria sem dinheiro para nada. Os adultos não têm tempo para sonhar - passam das 8 horas da manhã às 5 horas da tarde lutando para sustentar a família... enfrentando aquilo que todos nós conhecemos como como realidade. O mundo nunca esteve tão dividido como agora: guerras religiosas [mortes e mais mortes em nome de Deus], genocídios, falta de respeito pelo planeta, crises econômicas [mesmo  nós lutando cada vez mais pelo capital], depressão [mesmo vivendo em uma época em que temos acesso a tudo o que queremos], pobreza. Todos querendo resultados imediatos para resolver  os problemas do mundo [mas ninguém age para tanto], ou de sua vida pessoal. As coisas parecem mais negras à medida que avançamos em direção ao futuro [e o pior, é que do jeito que está tudo tende a piorar]"

COELHO, Paulo. Aleph, Barueri - SP, Gold Editora, 2011, p12,. [grifos meus]

domingo, 1 de maio de 2011

UM BOM PROFESSOR, BOM COMEÇO - Todos Pela Educação


Como diz a campanha da ONG Todos pela Educação, "um bom professor é um bom começo". Na base de tudo o que existe está presente a figura quase materna de um professor. É este profissional, por muitos ignorado, ridicularizado e criticado que dá as diretrizes básicas que formam todo o cidadão desde o operário até o engenheiro.
         Um profissional que possui mais que uma profissão, um sacerdócio! Profissional cujo, fracasso é cruelmente criticado e quem é duramente  responsabilizado pelas falhas de todo um sistema, e que  no êxito, é visto como agente sem contribuição nenhuma.
         Professor! Aquele que precisa ser um pouco de tudo: dever ser médico, psicólogo, conselheiro, ser pai, mãe, amigo... Deve compreender tudo e a todos. Deve estar disposto sempre a escutar e a buscar as respostas e soluções para os mais diferentes problemas (os quais muitos não compete a ele e nem à instituição que representa). O profissional que possui o mais utópico dos sonhos, "melhorar o mundo" lapidando o tesouro mais precioso da sociedade, as crianças e adolescentes - aqueles, nas quais mãos, repousa nosso futuro!
         Esse profissional, que não tem o direito de um verdadeiro fim de semana, que é mais dos outros do que dos seus, que muitas vezes precisa confiar seus filhos nas mãos dos outros, enquanto trata de contribuir para a formação dos filhos daqueles que nem de fato o conhecem, precisa ser visto com mais respeito pela sociedade. E este respeito se dá por uma maior valorização do professor, por meio de uma remuneração digna (no mínimo compatível com a dedicação desse profissional), condições apropriadas de trabalho e respeito no exercício de sua função.
         Enfim, é certo que o professor precisa dar o sangue em sua profissão, porém não somos Madre Tereza de Calcutá executando nossa vocação missionária cheia de sacrifícios. Somos profissionais como qualquer outro, cumprimos (na medida do possível) nossos deveres e exigimos o que nos é de direito.  O PISO, direito pelo qual lutam hoje os professores, não é nada comparado aos R$ 16.000,00 (valor médio “legal”) que recebe hoje um deputado.

PS. Talvez seja devido a isso que há mais gente querendo ser deputado que professor.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

O LETRAMENTO POR MEIO DE GÊNEROS: UM CURRICULO VERDADEIRAMENTE SIGNIFICATIVO


            A professora Doutora Maria do Socorro Oliveira é titular do Departamento de Letras da UFRN. Dedicou-se sempre ao ensino, buscando novas maneiras de praticas pedagógicas. Iniciou sua carreira na área de Letras, onde tornou-se Mestra em Linguística; conheceu também a Pedagogia. Influenciada diretamente pela Professora Doutora Ingedore V. Roch,  e posteriormente pela Professora Doutora Angela B. Kleiman da UNICAMP, arriscou-se na Línguística Aplicada, área na qual é pós-doutorada. Hoje realiza importantes estudos sobre o letramento e gênero textual e realiza projetos acerca do letramento na escola e o domínio deste pelo professor.
            O artigo aqui resenhado, “Gêneros Textuais e Letramento”,  discorre claramente sobre os complexos conceitos de letramento e gênero, objetos de extrema importância tanto prática como teórica no ensino e aprendizagem. O artigo já mencionado, foi apresentado pela autora no “V Simpósio Internacional de Estudos de Gêneros Textuais – SIGET”, em agosto de 2009 em Caxias do Sul – RS. Dialogando constantemente com Kleiman, Bazerman, Street, Baynhan, Freire e outros estudiosos, o artigo de Oliveira trata-se de uma publicação  fundamental para a formação de alfabetizadores e professores de língua-materna.
            Oliveira (2009) inicia seu artigo explanando sobre como conceito de letramento e gênero foi incorporado na esfera escolar brasileira. A incorporação desses elementos práticos e teóricos, de fato revolucionaram a prática pedagógica, bem como o processo de formação de professores, a proposta curricular e os programas de letramento, segundo Oliveira (2009, p. 2):
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) -  coleção de  documentos publicados pelo Ministério da Educação e Cultura em 1997 – inauguram importante e desafiadora fase na educação brasileira que gera resistências por parte daqueles mais apegados a concepções tradicionais de ensino e se apresenta como uma dificuldade para os professores que, por falta de formação adequada, sentem-se inseguros/ou incapazes de implementar práticas didáticas inovadoras fundamentadas em um conjunto de teorias até então desconhecidas como objeto de estudo.

            A autora mostra a preocupação do governo  em, por meio dos órgãos oficiais,  oferecer uma formação adequada aos professores. “O MEC procurou assegurar o debate dessa proposta curricular mediante a proposição de programas e projetos que atendessem, de forma ampla, à comunidade educacional brasileira” (OLIVEIRA, 2009, p 2). Esses programas de formação, trouxeram para o conhecimento dos professores vários conceitos lingüísticos teóricos entre eles, o conceito de letramento e gênero. No entanto estes conceitos ficaram apenas no discurso desses professores, que não conseguiram aplicá-los em suas práticas dentro das salas de aula. Tornaram-se, como menciona Oliveira (2009), “”modismos’ [...], houve apenas uma ‘popularização’ desses referencias teóricos.”
            Assim, observa-se a complexidade desses referenciais teóricos frutos de calorosas discussões e debate no meio acadêmico e cientifico. Tanto letramento, quanto o gênero figuram-se como elementos de alta relevância na formação do professor; visto que, o letramento do professor influência diretamente no letramento do aluno. Também esses referencias possuem uma ampla bagagem de visão canônica,  o que expande ainda mais o debate sobre letramento e gênero para o âmbito da diversidade e inclusão social do ser letrado.
            Preocupada desde 1997 com a relação aluno – gênero – professor, Maria do Socorro Oliveira expôs várias outras publicações em que discutia a prática textual dentro da escola. Nesta publicação (2009), ela demonstra as diretrizes dadas ao letramento e ao gênero pelo PCN. Segundo Oliveira (2009, p.4):
A principal implicação é o reconhecimento do letramento como um fenômeno neutro, natural, singular, autônomo, visível. Neutro no sentido de que pode ser indiferentemente aplicado a qualquer aluno [...] Natural porque resulta do consenso  social que segue a ordem regular das coisas [...] Singular porque está equacionado a uma prática universalizante [...] conduzindo a um único lugar – o da cultura letrada[...] Autônomo porque ocorre de modo descontextualizado[...] Visível pelo poder e legitimação que ao letramento canônico (letramento cultural) é atribuído.

            A complexidade do letramento reside em sua pluralidade. A linguagem está presente nas mais variadas formas, e nas mais diversas esferas sendo utilizada por pessoas diferentes, com objetivos e necessidades específicos. E devido a essa variedade de letramentos que é possível se falar em gêneros mais tradicionais, mais reconhecidos e gêneros menos tradicionais até certo ponto marginalizados. Oliveira (2009) usa o termo ‘guerra de letramentos’ (SNYDER, 2008), para definir a relação entre os gêneros tradicionais e os gêneros marginalizados. Assim, a autora defende que esses letramentos devem ser compreendidos levando em consideração o contexto social em que estão inseridos. Segundo Oliveira (2009), “os letramentos formatam e são formatados pela cultura; sofrem interferência de posições ideologias implícitas ou explicitas.” Ela deixa claro também que o letramento por ser múltiplo e não estático, sofre também influência econômica, tecnológica política e histórica.
            Observa-se que nossa prática social é por si só bastante complexa, sendo a linguagem que permite a interação dentro dessas práticas o letramento torna-se também complexo. Usamos a linguagem – o letramento – nos mais diversos contextos sociais, com interlocutores diferentes, objetivos e suportes também diferenciados. Dessa maneira torna-se obrigatório que o individuo domine múltiplos e complexos tipos de letramento. Como cita Oliveira (2009), ‘o que’ se lê e “como” se lê, é fortemente determinado pelo ‘lugar’ onde lemos. Esse ‘lugar’ se refere as diversas esferas sociais onde interagimos; casa, escola, trabalho, igreja.etc.
            Assim vivemos imersos em um mundo de letramento. Desde o momento em que acordamos pela manhã, até a hora em que dormimos a noite somos colocados em contato com diferentes formas de leitura e escrita, o que exige de nós diferentes posturas como seres letrados. É o domínio dessas diferentes formas de letramento em nossa interação social que nos permite atuarmos criticamente como cidadãos. Como diz OLIVEIRA (2009, p.6):
Sabemos que o mundo é textualizado. A leitura e a escrita estão em toda a parte. O que circula, portado, na rua, ou em ambientes comunitários são modos de inscrição específicos (placas, propagandas, faixas, outdoors, fachadas, etc.) de grande força comunicativa e que, por isso, merecem atenção. Consumir e saber produzir os inúmeros textos que se distribuem nos mais variados contextos sociais significa não apenas ter acesso a essas praticas comunicativas mas também assumir uma forma de poder que é negada a muitos.

            Dessa  maneira, a escolha de um gênero em detrimento de outro deve sempre levar em consideração o contexto comunicativo ao qual está inserido, bem como, aos objetivos que se busca atingir com o mesmo. Fazendo-se, dessa forma, necessária uma reformulação do currículo escolar que priorize a formação de competências de linguagens em diferentes tipos de letramento. Como cita Oliveira (2209), “ensinar alguém a ler e a escrever para os ‘letramentos do futuro’ (LEU, et al, 2004).
            Outro aspecto, que contribui para a complexidade referente ao letramento e ao gênero é a sua condição dêitica. O letramento sofre influencia direta das condições sócio-históricas em que esta imerso. É essa característica, que faz com que certas produção sejam compreendidas ou interpretadas de maneiras distintas em épocas  e lugares diferentes. Isso se dá pela transformação  decorrente da evolução tecnológica, histórica e social por que passa a comunidade.
As rápidas transformações tecnológicas que hoje se dão afetam profundamente o letramento, na medida em que requerem do indivíduo, novas habilidades e estratégias para se adequar e adquirir os letramentos que emergem, além de abrir possibilidades para uso criativo da tecnologia como uma ferramenta útil para exercer novas funções e propósitos de formatação e composição de mensagens. (OLIVEIRA, 2009, p. 9)
            Compreende-se dessa forma, que como Street (1994) já afirmava os letras são ideológicos por carregarem uma ampla e importante bagagem sociocultural. O domínio do letramento tem o importante poder de transformar o contexto social do individuo fazendo com que a realidade desse, seja vista com olhos mais críticos e reflexivos buscando sempre constituir um ‘bem social’. Vale também expor que essa mudança social irá também refletir no letramento de seus indivíduos formando um ciclo de inclusão social.
            Dessa forma entende-se que o letramento é cultural. E sendo cultural é inaceitável que um tipo de letramento seja marginalizado por outro considerado canônico. As práticas de letramento, principalmente aqueles desenvolvidas dentro da escola deve compreender o letramento próprio de uma esfera social e não preconceituá-lo. Para isso é necessário que haja uma mudança no entendimento das práticas de ensino passando a ser mais instrutiva e menos avaliativa, por meio da implantação de programas de letramento, que levem em consideração  a realidade social dos indivíduos que serão alvo do programa. Segundo OLIVEIRA (2009, p.11):
Trabalhar nessa re(invenção) requer a implementação de programas de letramento que respondam às aspirações do grupo a que se destina, oferecendo a eles a possibilidade de usar a leitura e a escrita de forma funcional, ou seja, como instrumento que busque alternativas para resolver problemas de âmbito local ou que esteja sintonizado com os desejos e sentimentos daqueles a quem está endereçado.

            Essa atividade, no entanto, não se figura em algo fácil. Basta lembrarmos das demandas de alunos recebidos nas escolas que são provenientes das mais diversas esferas sociais e usuários dos mais diferentes tipos de letramentos desde os mais canônicos até os mais marginalizados. Assim o professor deve estar preparado para fazer a articulação entre o letramento local e o global afim de possibilitar a inclusão social.
            Na medida que o individuo domina a linguagem a ponto de usá-la com propriedade em sua interação social para se afirmar como cidadão exigindo seus direitos e questionando o sistema, o letramento o torna critico. Para isso é fundamental que o indivíduo domine várias formas de comunicação e tenha condição de cruzá-las de maneira autônoma sem interferência de outros ou de outras culturas letradas. Defendendo essa ideia, Oliveira (2009) cita  Freire (1973); McLaren (1988); Giroux (1997) “formar cidadão crítico capaz de analisar e desafiar as forças opressoras da sociedade, de forma à torná-las mais justas, igualitárias e democráticas; lutar contra “a cultura do silêncio” e defender a produção de um conhecimento cultural como um elemento de força no jogo de discursos conflitantes”
            Para obtermos esse letramento crítico é necessário, porém, uma mudança no currículo escolar. Transformar o currículo em uma ferramenta que proporcione o conhecimento linguístico usual, tendo com foco de preocupação o individuo e suas intenções e objetivos  ao querer dominar determinado letramento afim de que o conhecimento repassado na escola venha a atender as necessidades especificas do indivíduo em sua comunidade. OLIVEIRA (2009, p.13) cita o exemplo:
Por exemplo: alguém que está interessado em desenvolver sua competência leitora e escritora para prática cotidianas – ler a bíblia, escrever para parentes distantes, compreender instruções em situações de trabalho, ou ainda, exercitar seus direitos de cidadão, etc. – certamente se sentirá excluído em programas de letramento cuja atenção esta voltada para o domínio dos discursos de poder ou de assimilação das práticas canônicas. O atendimento desse aprendiz envolve trabalhar com específicos gêneros, focalizando determinadas habilidades e mecanismos textuais.

            Estes gêneros, citados por OLIVEIRA (2009), são tão complexos  e plurais quanto o letramento e como o tal também é foco de calorosas discussões no meio acadêmico. Sua definição vai além do texto. Gênero diz respeito a um contexto de pratica lingüística envolvendo desde o tema, linguagem, estilo, suporte, interlocutores e objetivos discursivos e comunicativos. Um gênero, como cita a autora, “é um modo próprio de dizer que revela quem fala e de que lugar fala”.
            Dessa forma, o letramento por meio de gêneros é o caminho para um currículo verdadeiramente significativo. Os PCNs indicam esse caminho, porém os professores continuam duvidosos sobre o trabalho com gêneros em sala de aula. Adotando um discurso cheio de conceitos lingüísticos teóricos, mas de forma vazia; muitos tem confundido gênero e tipologia textual tornando o letramento ainda mais complexo. Como afirma Bronckart (1999), “o objetivo não deve ser tornar o gêneros objetos reais de ensino, mas utilizá-los como ‘quadro de atividades social em que as ações de linguagem se realizam’”.  
            Pensar em gênero na esfera escolar implica reflexões bem maiores que a escolha de textos. Deve-se pensar em um projeto pedagógico, em que se envolva o aluno (e todo o contexto em que este se insere) e a abordagem teórica que se queira dar ao projeto. Deve-se também ter claro, se o projeto visa que o aluno domine o maior número de textos ou apenas o que será mais usado em seu contexto social.
Programas de letramento,  neste sentido, assumem um caráter transformador. Entendendo-se que os gêneros que são elementos estruturadores da vida social, no letramento crítico, é a prática social o componente orientador para o trabalho didático. (OLIVEIRA, 2009, p.15)

            Essa abordagem feita por Oliveira(2009) sobre o letramento critico por meio dos gêneros nos faz também refletir sobre o sentido da palavra “ensino”. Segundo autora, considerar ensino como “instrução” determina que o que se ensina de fato não é gênero e sim o texto. Por outro lado se o considerarmos como “imersão” ai, deve-se compreender que não se ensina gêneros, mas sim por meio de gêneros. Projetos de letramento nessa linha levam em consideração os anseios do aluno, ampliando seus horizontes para além da aquisição das competências de técnicas de leitura e de escrita.
            Maria do Socorro Oliveira chega a conclusão de que devido a complexidade  existente na pratica de letramento por meio de gêneros é necessário, além de uma formação efetiva e significativa dos professores, uma readequação curricular do ensino, que de fato prezem pelas determinações dos PCNs visando a formação qualitativa e não quantitativa do ser humano. Entendendo o gênero como um caminho para o letramento critico, e não como um objeto de ensino.
            Essa obra é de fato esclarecedora no que diz respeito ao estudo sobre letramento e gênero. A autora expõe de maneira bastante coerente as distintas definições de letramento e reflexo destas nas práticas nas atividades didáticas efetivas na sala de aula, afim de um ensino formador e significativo. A Oliveira é bastante sensata ao observar que o nosso sistema de ensino está ancorado em uma documentação teórica desafiadora baseado em importantes pesquisas sobre o ensino e aprendizagem – os PCNs – mas que infelizmente esta coleção de documentos é pouco compreendida pelos professores que adotaram um discurso vazio, cheio de modismos e pois cheio de dúvidas não efetivam os conhecimentos na prática pedagógica.
            A leitura e a reflexão sobre esse importante artigo é indicado a todos aqueles que se interessam por um ensino de qualidade e por um letramento funcional associado ao contexto social do educando. O interesse por esta publicação mostra também o interesse pelo aperfeiçoamento de nossa cultura letrada e por programas capazes de melhorar os indicadores de ensino e aprendizagem brasileiros.

Obras citadas

OLIVEIRA, Maria do Socorro. Gênero Textuais e Letramentos – Caxias do Sul/RS, 2009

BRASIL, MEC/SEF. Parâmetros Curriculares Nacionais: primeiro e segundo ciclos do Ensino Fundamental. Língua Portuguesa. Brasília, 1997.


sábado, 16 de abril de 2011

UMA SEMANA DE LUTO EM SANTA CECÍLIA

Está semana (10 de abril de 2011 à 16 de abril de 2011) ficará marcada eternamente na história de nossa pacata Santa Cecília. Em uma semana três jovens têm suas vidas ceifadas prematuramente, são como três rosas arrancadas do nosso jardim antes de desabrocharem completamente.

JONAS OZEIKA    20  anos
RONELSON PSCHEIDET  CORDEIRO 19  anos
ANDERSON GOETTEN 20 anos


Ás vezes dá calafrios...
Quando imagino o que se pode ser a "morte"
Será que é um final...
Um final de um bela história,
Ou até mesmo de uma triste e dolorosa história...
Não sei...
Será que com a morte,
Os pensamentos e sentimentos deixam de existir?
São perguntas...
Perguntas que só o PAI, tem as respostas.
Os anos passam...
Bebê... 
Criança... 
Adolescente... 
Adulto...
Idoso... 
Morte?
Essa é a lei da vida,
Viver todas essas fases.
Mas muitas pessoas quebram essa lei
Não atingem o objetivo de uma vida completa.
São momentos perdidos
Jamais recuperados,
São sonhos 
Que jamais se tornarão reais,
São segredos
Jamais desvendados.
Há pessoas que sofrem
Que viver para elas é a morte...
São torturas da vida 
Que fazem com que a alma 
Chore lágrimas de sangue.
A morte é uma passagem,
Que ninguém escapa de atravessar.
Ela é a única certeza que temos..

quinta-feira, 14 de abril de 2011

ECONOMIA SUSTENTÁVEL

I – Economia sustentável tem algumas características:

- Não investe em futilidades, não alimenta um consumo perdulário, valoriza profundamente o conforto essencial

- Busca o consumo ou o investimento ético, de melhor custo benefício
- Investe em produtos e atividades que tenham maior durabilidade
- Valoriza e irradia o conforto essencial, uma qualidade de vida saudável, inteligente, que não prima pelo excesso de conforto e luxo, e nem a sua ausência, e sim um belo e mais orgânico modo de viver em maior harmonia com os ritmos naturais do nosso planeta, sem desmerecer as conquistas mais dinâmicas e úteis da vida moderna
- Observa as questões sociais, valoriza a ausência de exploração do trabalho e do trabalhador (a)
- A verdadeira economia sustentável é aquela que se dirige a depender menos possível do uso direto do poder do dinheiro, e coloca em pauta ações que não necessitem realmente da moeda corrente, mas sim da geração de riqueza e abundância, que acentue uma primorosa auto-suficiência, com um norte, uma meta que seja mais profundamente alcançada
II – A Economia Sustentável não pode ser para poucos:
- É preciso se qualificar um teto salarial máximo pessoal em cada país do planeta, por que os desequilíbrios de ganho financeiro direto estão exagerados, e por causa dele, aumentam a violência na sociedade
- Por causa da concentração de renda, temos uma disputa desleal de poder, e com isso uma manipulação e escravização política e econômica brutal e sem limites de todas as nações da terra neste momento
- Esta situação não consegue ser facilmente freada, e pode ser inicialmente com o aumento dos impostos para os que recebem mais do que R$ – 40.000.00 mensais, com a obrigação de serem repassados os recursos para projetos de recuperação sócio-ambiental e melhoria da educação e saúde das populações mais excluídas
- Interessante que os impostos de poupança no Brasil atingem 6 % ao ano, e os juros dos cartões bancários, mais de 160 % anuais, este tipo de sistema de exploração financeira da sociedade precisa ser urgentemente revisto, é uma injustiça completa o que está ocorrendo, uma subordinação da sociedade aos bancos, e com eles, o repasse de bilhares de recursos para papéis fictícios, e não reais, como a recuperação de áreas degradadas, despoluição de ambientes, melhoria da educação, saúde pública, estradas, portos, aeroportos, entre outros
- Os produtos e a tecnologia da sustentabilidade e de uma ótima qualidade de vida, não podem ser tão elitizados como estão sendo. O sistema matrix quer faturar com os temas mais sagrados e vitais para a nossa salvação futura, desta forma, somente quem tem poder de capital e de compra vai poder adquirir e se abastecer desta nova cultura, este será um sério erro que teremos que evitar para o despertar de praticamente toda a sociedade, e não para os privilegiados de sempre, sobretudo em temas atuais como a permacultura, biodinâmica, antroposofia, yoga, medicina chinesa, psicologia transpessoal, alimentação viva, veganismo, entre outras
III – Economia da Saúde Vital e Espiritual da Humanidade
- Os ritmos de vida da humanidade, são intensos, e escravizados em função de acumular-se dinheiro e bens móveis e imóveis, e para isso surgem turnos de trabalho de 8 a 15 horas diários
- Trabalha-se para se juntar dinheiro, e o dinheiro acumulado, serve para pagarem-se os médicos e os remédios, que podem atenuar os sofrimentos advindos destes modelos stressantes de vida
- Uma nova economia prioriza o contato antes do trabalho, com a saúde física, mental, emocional e espiritual, com isso teremos menos custos de manutenção de nossa saúde, maior prevenção a doenças, e com isso mais economia sendo gerada, e uma nova vida de maior qualidade e prazer
- Temos que lutar para que os trabalhadores comecem a atuar profissionalmente, durante 4 a 6 horas diariamente, e as demais, que eles se dediquem a melhorar a qualidade de vida de suas famílias, casas, terrenos, agricultura, ambiente, educação dos filhos, a sua cidade e país
- 8 horas diárias de trabalho, mais 3 horas de trânsito engarrafado, vão deixar loucos e doentes 85% dos trabalhadores, sejam ricos ou pobres, e isso precisa ser reavaliado urgentemente, chamamos este repensar de novos ritmos vitais da paz, veja em:http://permaculturabr.ning.com/group/medicinanatural/forum/topics/o-que-sao-novos-ritmos-vitais
IV – Uma Economia da Saúde do Bem Estar para Todos
- Uma coisa boa dos liberalistas, é que podemos pegar a onda da globalização deles e globalizar aos poucos, as melhores culturas e dicas de todo o planeta humano e não humano em nosso dia-a-dia, para isso é necessário um espírito ou mentalidade mais aberta, perspicaz, e que aprecie se descongelar, se renovar e ter coragem para avançar com alegria e determinação, em um novo paradigma holistico
- Conhecimento, é uma massa de idéias flutuantes, e os saberes, já é o resultado de sua prática, quanto mais saberes diversos vividos, mais poderemos avançar em soluções, e em qualidade de vida e em nossa nova economia sustentável
- Uma nova economia da beleza, da vida, da saúde, que faça as pessoas despertar, que torne a vida das pessoas melhor, mais feliz, de menor custo, que fale a linguagem do ser e não do ego, que conquiste a confiança do ser interior, da sabedoria interior, é o que chamamos de uma nova economia espiritual, que agrega valores espirituais, mais terapêuticos e artísticos
Conclusão: “Uma economia holística é a nossa utopia, desafio e revelação para a nossa sustentabilidade real”
Afinal, podemos chamar por exemplo uma horta de simplesmente uma área de produção de alimentos, energia e de dinheiro
Ou podemos fazer de uma forma tão bela e saudável, que ela seja considerada uma nova bio-arquitetura da vida, um pequeno oásis e templo vivo terapêutico, e até um altar para a devoção espiritual
E podemos desta forma, perceber que antes agíamos como mercantilistas da vida e da terra, cujo alvo era produzir e vender, basicamente monocultivos
Agora, como artistas, alguns pintam quadros em telas, outros, quadros vivos, na terra, ambos possuem o mesmo valor, e conseguem desta forma unir tudo, a renda financeira, a renda vital e espiritual
Bem nas asas da grande águia da nova era quântica que estamos começando a conhecer e a aceitar sua força poderosa e desafiadora
Assim esta horta pode dar frutos como legumes, raízes, folhas, ervas medicinais frescas e secas, óleos para massagem, fumos, rapés, remédios fitoterápicos, perfumes, sementes, mudas, adubo orgânico, molhos, patês, pestos, sucos verdes, ajudar com temperos em paes, pizzas, tortas salgados, servir para aulas de educação ambiental, processos terapêuticos e para a meditação
Quantos de novos valores quali e quantitativos econômicos e múltiplos potenciais podemos encontrar em pequenas atividades, que a era atual de virgo, dessecou e espremeu em fatias fragmentadas, frágeis, e bastante insustentáveis, com um custo muito alto de manutenção e até distanciamento da natureza e de nossa real qualidade de vida sadia?
Por fim, o primeiro passo é identificar o que é a sua natural vocação. Comece dando muito valor a ela. Sua vocação e talento são uma luz e voz que berra dentro de você, bate a sua porta todos os dias, até você acordar
Através de seu amor e paixão por determinado assunto, o sucesso será encontrado na medida certa, mas o nosso conceito de sucesso não é algo momentâneo, mas corresponde a se ter vitórias o tempo todo, vitórias de nossa harmonia com o mundo, a cada segundo, cada encontro com alguém, uma vitória de nossa verdade e de nosso amor, e cada gesto e ação, uma comunhão com profunda gratidão e devoção
Sem estes novos elementos, libertando nossas verdades eternas aprisionadas, uma nova economia e sociedade não poderão realmente renascer e existir, e nossa civilização, não avançará, para os bons ventos do norte insistente e corajoso da nossa utopia, que é bem provável que não seja justamente nossa, mas do próprio criador do universo.